03/12 Manda quem pode, obedece quem tem juízo



 
Não é de hoje que publicitários e grandes agências enfrentam problemas ao tentarem veicular alguma de suas campanhas. É cada vez mais comum encontrar algum tipo de barreira ou certa relutância. Isso porque a publicidade segue regras, normas éticas que se atentam a alguns preceitos. Claro que isso é apenas a ponta do iceberg.
 
Pra quem não conhece o fantasma da publicidade, o CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) é responsável por manter essa importante missão de garantir as boas condutas dentro do mercado publicitário nacional. Capaz de formular e ouvir denúncias de consumidores, autoridades ou de associados, o Conar é no final das contas quem bate o martelo. Se ocorrer algum eventual questionamento cabe a instituição formular correções à propaganda ou recomendar a suspensão da exibição da peça. Longos períodos de planejamento e os altos investimentos podem sim serem comprometidos se algum consumidor sentir-se ofendido ou lesado de alguma maneira devido a campanha veiculada.
 
Mas será que é assim tão fácil agradar cerca de 200 milhões de pessoas?
 
Separamos alguns casos recentes onde a veiculação da campanha teve alguma interferência do Conar:
 
Claro – Trote Ronaldo
 
Em caso recente a Claro teve sua veiculação descontinuada. O Conar recebeu denúncias onde os consumidores interpretavam a propaganda com deseducativa e o ato como um incentivo as crianças a partirem do mesmo princípio e praticarem o famoso “trote”. Como resposta, a Claro afirmou que deixa em evidência a brincadeira entre amigos e aguarda por um desfecho positivo.
 


 

Posto Ipiranga – Um lugar completo esperando por você

 
Desta vez o tema criticado foi o abuso do trabalho infantil. Na campanha do posto Ipiranga, um menino aparece ajudando seu possível pai em trabalhos artesanais, o que foi apontado como alvo das críticas de consumidores.
 


 

Gilette – Quero ver raspar

 
O lançamento da campanha da marca incentivava os homens a terem seu corpo raspado alegando ser um sinal de higiene, o que tornaria os homens mais atraentes.
Neste caso quem não ficou muito feliz foram os peludos, que com cerca de 10 denúncias solicitaram a retirada da campanha do ar. Por sua vez o Conar julgou com não ofensiva e a campanha manteve sua veiculação.
 


 

Devassa – O que você está esperando para ter a sua primeira vez?

 
A marca já conhecida por seus apelos um tanto quanto sensuais, dessa vez foi questionado sobre a campanha “O que você está esperando para ter a sua primeira vez?”. Que sugeria que seus consumidores experimentassem a cerveja pela primeira vez, claro com um duplo sentido. E foi justamente esse duplo sentido que gerou algumas das reclamações feitas ao Conar.

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